O chá de Melissa, mais conhecido no Brasil como chá de erva-cidreira, é amplamente reconhecido por suas propriedades relaxantes, sendo utilizado tradicionalmente para promover o alívio da insônia e da ansiedade, especialmente em um país tropical onde o ritmo de vida pode ser acelerado. O interesse por essa bebida tem crescido ao longo dos anos, devido à presença de compostos naturais com potencial terapêutico. No Brasil, o acesso às ervas é facilitado pelo clima favorável ao cultivo tanto da Melissa officinalis como da Lippia alba, ambas facilmente encontradas em hortas caseiras, mercados e feiras livres. A busca por alternativas naturais para promover o bem-estar faz parte da cultura brasileira, especialmente em regiões onde o uso de plantas medicinais é tradicional. O consumo dessa infusão faz parte de costumes regionais, não apenas para relaxamento, mas também como apoio em resfriados leves, muito comuns em mudanças de estação no nosso clima.
Muitas pessoas recorrem ao chá de melissa em momentos de tensão, dificuldade para dormir ou desconfortos digestivos, situações comuns no dia a dia corrido dos grandes centros urbanos, bem como em cidades do interior. Os benefícios dessa infusão, preparados tanto com folhas frescas quanto secas, abrangem desde o relaxamento até o suporte à digestão, tornando o chá uma opção versátil dentro das práticas naturais de autocuidado valorizadas na cultura brasileira.
Como o chá de melissa pode auxiliar no sono e no relaxamento?
A ação calmante do chá de melissa está relacionada a compostos como geraniol e citral, presentes nos seus óleos essenciais. Essas substâncias exercem efeito direto sobre o sistema nervoso central, promovendo o relaxamento do corpo e da mente. Dessa forma, consumir a infusão pode ser uma alternativa para enfrentar noites agitadas ou lidar com sintomas leves de ansiedade, especialmente em regiões do Brasil com temperaturas elevadas, onde o excesso de calor pode dificultar o sono. Estudos brasileiros também têm investigado o potencial da melissa no auxílio ao relaxamento em diferentes faixas etárias, reforçando seu uso seguro e tradicional no país.
Além disso, o chá contém ácido rosmarínico, um componente que influencia a disponibilidade de GABA, um neurotransmissor envolvido no controle da ansiedade e do estresse. Essas características proporcionam à melissa um uso multifuncional em situações em que o objetivo é conquistar maior tranquilidade e qualidade de sono, colaborando para o bem-estar típico buscado por muitas famílias brasileiras ao final do dia.

Quais são as aplicações digestivas e analgésicas do chá de melissa?
A presença de flavonoides e outros compostos bioativos, como linalol e ácido rosmarínico, confere à melissa funções digestivas e analgésicas. Esse perfil fitoterápico ajuda a amenizar desconfortos estomacais, como excesso de gases, má digestão e cólicas, especialmente durante o ciclo menstrual, realidade vivida por muitas brasileiras que preferem soluções naturais a medicamentos convencionais. O efeito antiespasmódico atua reduzindo contrações involuntárias da musculatura do útero, sendo um apoio em períodos menstruais e valorizado em saberes populares passados de geração a geração.
No caso de dores de cabeça, dores musculares e dores abdominais ocasionais, o consumo equilibrado do chá pode ser útil, principalmente quando associado a outros hábitos saudáveis e tradicionais do Brasil, como o repouso e o uso de compressas frias. Essa infusão também se destaca por seu leve efeito anestésico, proporcionando alívio temporário de sintomas indesejados do dia a dia. Entretanto, é importante reforçar que o uso excessivo deve ser evitado e que a orientação médica precisa ser considerada em casos de dores persistentes. Novos estudos, inclusive conduzidos por instituições brasileiras, sugerem que a melissa pode ajudar na redução da irritação intestinal em pessoas com sensibilidade digestiva, embora mais pesquisas sejam necessárias para confirmar esse benefício. Além disso, um levantamento conduzido pela University of Maryland Medical Center sinaliza efeitos positivos da melissa no controle dos sintomas de dispepsia.
Quais cuidados são necessários ao consumir o chá de melissa?
Embora o chá de melissa seja geralmente seguro quando ingerido na quantidade adequada e por períodos curtos, existem precauções importantes a serem seguidas. Consumir a bebida por mais de duas semanas seguidas ou em grande quantidade pode provocar efeitos indesejados, como redução da frequência cardíaca, tontura ou desconforto estomacal. Além disso, está contraindicado para crianças menores de 12 anos, pessoas com hipotireoidismo, glaucoma, hiperplasia benigna da próstata e para quem utiliza medicamentos sedativos ou sofre de pressão baixa.
Para gestantes e lactantes, o consumo deve ser feito apenas com orientação médica. Outro aspecto relevante é que a propriedade sedativa da melissa pode prejudicar a atenção, não sendo aconselhável consumir o chá antes de dirigir ou operar máquinas, uma recomendação importante para quem vive em cidades movimentadas como as capitais brasileiras. Respeitar as recomendações sobre quantidade, até três xícaras diárias, e duração do uso é fundamental para evitar riscos à saúde. Caso surjam sintomas como sonolência excessiva ou reações alérgicas, a orientação médica deve ser procurada imediatamente. No Brasil, a Melissa ainda é classificada como suplemento alimentar e não medicamento.

Como preparar o chá de melissa corretamente?
O modo de preparo do chá de melissa é simples e pode ser feito com folhas frescas ou secas, de Melissa officinalis ou Lippia alba, ambas presentes na flora brasileira e fáceis de cultivar em vasos ou jardins. Veja a sugestão de preparo:
- Ferva cerca de 200 ml de água filtrada em uma panela ou chaleira.
- Desligue o fogo e adicione uma colher de sopa das folhas de melissa (frescas ou secas), no Brasil, a folha fresca é muito utilizada devido à abundância e aroma mais intenso.
- Tampe a panela e deixe a infusão descansar por aproximadamente cinco minutos.
- Coe a bebida antes de consumir.
A recomendação geral é ingerir o chá preferencialmente à noite, antes de dormir, ou nos momentos do dia em que o objetivo seja relaxar e aliviar sintomas de desconforto digestivo.
- Evite misturar o chá com outros sedativos naturais, como maracujá ou valeriana, sem orientação de um profissional de saúde.
- Mantenha o controle da ingestão, respeitando as indicações para adultos.
- Consulte um médico em caso de condições clínicas específicas ou uso contínuo de medicamentos.
No contexto brasileiro, o chá de melissa se destaca por ser uma alternativa tradicional, presente desde as famílias do interior até os grandes centros urbanos, graças à sua facilidade de cultivo e múltiplos benefícios relacionados ao relaxamento, digestão e alívio eventual de dores. O consumo consciente, aliado ao respeito pelas recomendações de uso e às orientações médicas, garante que essa bebida possa ser desfrutada de modo seguro, promovendo momentos de tranquilidade e bem-estar no cotidiano. Com novas pesquisas nacionais sendo realizadas, espera-se que, em breve, surjam ainda mais aplicações terapêuticas validadas para a melissa na promoção da saúde dos brasileiros.
