O ato de um cão lamber excessivamente as próprias patas pode passar despercebido como um costume inofensivo, mas em muitos casos sinaliza questões mais sérias de saúde ou comportamento. O hábito frequente de lamber as patas está longe de ser apenas uma demonstração de carinho consigo mesmo e deve ser observado com atenção pelos tutores.
Enquanto muitas pessoas associam esse comportamento à limpeza, comparando com gatos, essa interpretação nem sempre condiz com a realidade dos cães. Os especialistas em comportamento animal e saúde veterinária destacam diversas causas que podem desencadear esse tipo de ação, variando desde problemas físicos a fatores emocionais. A atenção minuciosa ao que motiva o cachorro a lamber tanto as próprias patas pode ser fundamental para identificar condições médicas ou dificuldades emocionais subjacentes.
Por que os cães lambem as patas frequentemente?
A identificação dos motivos que levam ao comportamento repetitivo de lamber as patas é fundamental para o bem-estar do animal. Entre as explicações mais comuns encontradas por profissionais da área veterinária, incluem-se:
- Irritações na pele: Pequenas lesões, alergias e vermelhidão podem passar despercebidas e causar desconforto.
- Presença de umidade: O acúmulo de umidade entre os dedos facilita o surgimento de fungos e infecções, especialmente em regiões de clima mais úmido, como na Amazônia e litoral brasileiro.
- Parasitas: Pulgas, carrapatos e outros agentes, frequentemente encontrados em gramados, jardins, praças e até mesmo em plantações típicas do Brasil, como capim-colonião e áreas de cerrado, podem provocar coceiras persistentes.
- Estresse ou ansiedade: Mudanças de rotina, como viagens dos tutores, ruídos urbanos (como fogos de artifício comuns em festas populares brasileiras), falta de estímulo ou situações estressantes levam alguns cães a desenvolverem esse comportamento como forma de aliviar a tensão.
- Reações alérgicas: Elementos ambientais, como pólen de flores típicas da flora brasileira (ipê, quaresmeira, mangueira), poeira, mofo dessa época de chuvas ou secas, além de alimentos típicos que eventualmente são oferecidos aos pets, podem desencadear reações que se manifestam a partir das patas.
Cada fator citado exige atenção específica, pois, dependendo da origem do problema, o tratamento indicado pode variar amplamente. Outros motivos menos comuns, mas possíveis, incluem dor articular (como artrite ou lesão ortopédica) e até mesmo tédio quando o pet passa muitas horas sozinho. Além disso, em cidades grandes como Rio de Janeiro ou São Paulo, devido à poluição, pisos aquecidos pelo sol tropical e asfalto quente, os cães podem apresentar maior sensibilidade nas patas, contribuindo para a lambedura frequente.

Quando a lambedura das patas pode indicar problema de saúde?
Embora seja comum que cães lambam ocasionalmente as patas, a frequência e intensidade desse comportamento é o principal sinal de alerta para possíveis complicações de saúde. Especialmente quando acompanhado de outros sintomas, como perda de pelos, vermelhidão persistente, mau cheiro ou feridas abertas, torna-se fundamental buscar a orientação de um médico veterinário.
- Dermatite atópica: Entre as razões mais frequentes está a dermatite atópica canina, caracterizada por coceira intensa e propensão a infecções secundárias. Esta condição crônica demanda acompanhamento especializado para evitar agravamentos.
- Infecções fúngicas: O excesso de umidade cria ambiente propício para fungos, que deixam as patas sensíveis e podem provocar desconforto duradouro, especialmente em cidades como Manaus, Belém e Salvador, onde o clima favorece proliferação de micro-organismos.
- Trauma ou lesões: Pequenas pedras, cortes por espinhos de plantas nativas (como o gravatá, bromélia e outras comuns nos parques e áreas verdes), e ferimentos por corpos estranhos também podem motivar a lambedura contínua.
Reconhecer a diferença entre comportamentos normais e sinais preocupantes é essencial para agir a tempo e proporcionar mais qualidade de vida ao animal. Vale lembrar que a identificação precoce pode impedir agravamentos, como infecções secundárias graves, que exigem tratamentos prolongados e podem prejudicar a mobilidade do cão. Também é importante observar casos em cidades de clima úmido, como Rio de Janeiro, onde a umidade pode favorecer infecções fúngicas. Nessas situações, a prevenção deve ser ainda mais rigorosa.
O que fazer se o cão lambe as patas sem parar?
A resposta para essa pergunta pode ser determinante para prevenir complicações e proporcionar alívio ao animal. O primeiro passo recomendado é não ignorar o comportamento e sempre buscar uma avaliação por parte de um veterinário, que irá determinar a origem do problema e indicar as alternativas mais seguras para o tratamento.
- Intervenções médicas: Em casos de alergias ou dermatites, o uso de medicação específica, como antialérgicos ou anti-inflamatórios, pode ser necessário. Existem tratamentos modernos e produtos adaptados ao mercado brasileiro, inclusive a fitoterapia veterinária, com uso de extratos de plantas como camomila ou babosa para alívio tópico.
- Produtos tópicos: Shampoos e cremes específicos auxiliam no alívio da coceira e no tratamento de infecções localizadas, sendo os produtos à base de ervas brasileiras uma alternativa em algumas situações, sempre sob orientação veterinária.
- Mudanças na rotina: Aumento das atividades físicas, mais passeios e estímulos mentais são aliados importantes na redução do estresse e da ansiedade que contribuem para o problema. Aproveitar a rica natureza brasileira, levando o cão para trilhas em parques urbanos, áreas de cerrado ou praias em horários adequados, pode ser benéfico, sempre tomando cuidado com ambiente, calor e segurança.
Evitar automedicações e respeitar as orientações profissionais ajudam a garantir um tratamento eficaz, prevenindo o retorno do comportamento e promovendo bem-estar ao cão. Em certos casos também são indicadas coleiras elisabetanas provisórias, para que a lesão não piore, sempre sob orientação veterinária. Dispositivos digitais, como câmeras de monitoramento, podem ajudar o tutor a identificar o que desencadeia a lambedura, principalmente quando o animal fica sozinho em casa. Esses dispositivos, inclusive, permitem o acompanhamento em tempo real por meio de aplicativos em smartphones, facilitando o registro dos horários em que ocorrem episódios de lambedura.

Quais cuidados podem prevenir a lambedura excessiva das patas?
A prevenção é aliada da saúde animal. Algumas práticas cotidianas podem reduzir significativamente o risco de desenvolvimento dessa conduta:
- Inspeção regular das patas para evitar acúmulo de sujeira e umidade, importante especialmente após passeios em quintais com terra, gramados típicos das casas brasileiras, e áreas de mata ou parques urbanos.
- Adoção de uma alimentação balanceada, minimizando riscos de alergias alimentares. Preferir rações de qualidade, evitar restos de comida humana (como temperos e alimentos típicos brasileiros que podem ser prejudiciais ao pet, como chocolate, cebola ou comidas gordurosas).
- Manutenção de uma rotina de exercícios, evitando quadros de ansiedade e estresse. No Brasil, com espaços abertos, praias e natureza abundante, os tutores podem optar por passeios em horários mais frescos para evitar o calor intenso, muito comum nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
- Consulta periódica ao veterinário para diagnóstico precoce de doenças dermatológicas ou parasitárias.
Oferecer atenção constante às necessidades do cão, tanto físicas quanto emocionais, contribui para diminuir as chances de comportamentos compulsivos, como lamber as patas com frequência. Prover brinquedos específicos para mastigação e atividades interativas também pode ser útil para desviar o foco do comportamento. Em ambientes muito quentes, como nas capitais do Nordeste brasileiro e nas regiões áridas do sertão, vale lembrar a importância de proteger as patas do animal em passeios em horários mais frescos e evitar o contato com asfalto ou areia quente, muito comum nas praias do Sudeste e Nordeste durante o verão.
O acompanhamento atento às atitudes do animal e a prontidão em buscar ajuda especializada fazem toda a diferença na prevenção e controle desse tipo de comportamento, promovendo mais saúde e qualidade de vida para os cães.
